Romaria Rock

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Semana passada fui, novamente, fazer minha romaria a pé até Aparecida do Norte. 170 km de muitas histórias e muitos novos amigos. Nesses 17 anos de romaria, muitas vezes fiquei pensando por que fazia isso. No primeiro ano tinha um motivo bem pertinente, pois havia feito uma promessa. Mas por que continuei fazendo?

Nos anos posteriores eu fui sem saber o motivo, mas sempre a emoção da chegada e as diversas história me estimulavam a continuar indo. Muitos anos fiquei pensando por que fazemos o pagamento dessas promessas. Depois, concluí que esses desafios nos moldam a ser fortes. Imagino que a religião cunhou esses desafios para formar pessoas fortes que superam seus limites, controlam seus pensamentos, dominam seus medos e se fortalecem como pessoas, atingindo esses limites para chegar pertinho a Deus.

Nesses momentos em que a dor parece insuportável e a cada passo suas forças se acabam, que seus pés cheios de bolhas queimam, surge de repente uma luz que te energiza e te leva. Uma força que te mostra que não está sozinho. Que te mostra que tem alguém lá em cima que te cuida, fortalece e faz entender que pode transpor qualquer barreira se quiser transformar a vida das pessoas e mudar o mundo.

Todos esses pensamentos vêm à minha mente quando na última curva do caminho fixo meus olhos e vejo a Basílica aparecendo. Uma emoção inexplicável toma conta do meu peito. Um calor que inunda a minha alma e sinto Deus e Nossa Senhora junto comigo.

Essa história está muito mais para um blues que para um Rock, mas como o blues foi o início do Rock, então tudo bem. Essa história me lembra também a história do meu querido amigo Ricardo Rocha, o grande Xerife da zaga brasileira da Copa de 1994. Esse pernambucano também mostrou sua força e fé com os times em que jogou.

Em seu primeiro título com o Santa Cruz, ele teve a ideia de entrar de mãos dadas no campo, essa atitude gerou união e eles foram campeões. Na seleção foi a mesma coisa, pois quando percebeu, naquele momento difícil das eliminatórias da Copa, que a seleção precisava de união e fé, ele usou a mesma fórmula mágica.

Na Copa, esse guerreiro sofreu uma grave lesão já no primeiro jogo e iria ficar fora da competição. Após chorar muito escondido, ele resolveu ajudar seu time com alegria, força e fé. A equipe pediu para que ele ficasse com a seleção mesmo machucado, pois sua liderança era importante para o grupo. E foi assim, fazendo a equipe rir muito com seus causos, elevando a autoestima de todos com suas palavras e principalmente com suas orações antes de entrar em campo. Um grande exemplo de que somos capazes de nos superar a cada desafio, é só contar com muita força, garra e fé!

Histórias de superação e fé se encontram e se misturam no Business Rock! Tanto que fui até a terra do Papa buscar o som que rolou nesta edição. Direto da Itália, Max Montanari, artista sempre presente na programação Central Station, que ja transmitida mais de 200 horas semanalmente por emissoras de rádio de 12 estados brasileiros, além de Peru, México e na própria Itália!

Last week I went, again, to make my pilgrimage on foot to Aparecida do Norte. That’s 170 km of many stories and new friends and, along these 17 years of pilgrimage, I often wondered why I was doing this. Well, in the very first year I had a pertinent reason, which was a promise I had made. But why did I keep doing so  after that?

After much thought, I concluded that these challenges shape us to be strong. In those moments when the pain seems unbearable, when your strength runs out with each step and your blistered feet burn, strength comes out of nowhere and you feel that you can overcome any barrier and, if you want, you can transform people’s lives and also change the world.

This also reminds me of the story of my dear friend Ricardo Rocha. The great Sheriff of the 1994 World Cup defense suffered a serious injury during the first game and got out of the competition, but he decided to help his team with joy, strength and faith. The team asked him to stay with them even though he was injured, as his leadership was very important to the group. A great example that we are able to overcome every challenge, just relying on our own strength and having faith!

During this episode when we talked about resilience and faith I played for my guest a song by Max Montanari, Italian artist always present on Central Station radio shows.

Sandrão

Sandrão

Apresentador do programa Business Rock que vai ao ar semanalmente pela Rádio 66 Brasil FM, também é colunista da Jump City Rocks onde compartilha suas experiências entrevistando empresários, executivos e empreendedores do Brasil e do mundo ao som de muito Rock’n'Roll!

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